segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Soneto à "Lua"

Que acontece assim comigo
quando distante, o teu abrigo
se me parece meu destino
mesmo errante, em desatino

Louco, que louva em vão o que não tem
Tolo, nem se cansa, à espera vai também
olhando a lua, dama da noite governante
a fez por sua, iludindo o peito amante

Os dedos falam, já trilhando o frio papél
esperando que os versos falando tornem voz
pelo poeta, té juntando a terra e o céu

em letras postas vão formando uma-a-uma
navegando versos nobres fonte e foz
Meu legado, óh Diva, da noite Rainha Estrela Luma!!!

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